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Setembro Verde – Confira o artigo da Dra. Carolina Vannucci Vasconcellos


Campanha realizada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia orienta para adoção de hábitos que podem evitar a doença, que registrou aumento de 6% no número de casos no Brasil.

Terceiro tipo de tumor mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres, o câncer colorretal deve registrar 36.360 novos casos em 2018, segundo estimativas do INCA. Um aumento de 6% em relação ao índice anterior. No mundo, a incidência da doença tem crescido entre jovens adultos, o que fez a American Cancer Society (ACS) reduzir, em junho, a idade recomendada para rastreamento do câncer colorretal de 50 para 45 anos para pessoas sem histórico na família de tumor ou pólipo no intestino. A redução da idade para a prevenção incorporada pela ACS teve como base levantamento realizado pela entidade que concluiu que nascidos nos anos 1990 terão o risco dobrado para câncer no cólon e quadriplicado para tumores no reto, quando comparados a pessoas nascidas nos anos 1950.

Os sintomas do câncer colorretal na maioria das vezes surgem em estágio mais avançado da doença e consistem em mudança repentina e persistente dos hábitos intestinais, como diarreia, constipação e fezes com sangue e escuras, além de dor abdominal, anemia, fraqueza e perda de peso.  O diagnóstico do câncer colorretal na sua fase mais avançada aumenta a chance da doença se espalhar pelo corpo, atingindo outros órgãos. Porém, o câncer de intestino é um dos poucos tipos de tumor que podem ser prevenidos, já que a maioria tem origem no pólipo. Removendo-se antecipadamente o pólipo, conseguimos fazer com que ele não se transforme em câncer. História prévia de pólipos e câncer colorretal (pessoal ou familiar), diabetes tipo 2 e doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa e doença de Crohn) são fatores que podem aumentar o risco de aparecimento do câncer de cólon e reto. Entre os bons hábitos que devem ser seguidos a fim de prevenir o câncer de intestino estão: ingerir diariamente fibras (25 a 30g), frutas e verduras (2,5 xícaras) e peixes de duas a três vezes por semana; evitar a ingestão exagerada de álcool, alimentos gordurosos, carne vermelha e embutidos; praticar atividade física regularmente e não fumar.

Para alertar e conscientizar a população sobre a prevenção, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) realiza durante todo o mês de setembro a campanha Setembro Verde. Em algumas capitais haverá ações de esclarecimento ao público.

Diagnóstico

Entre os exames que podem apontar problemas no intestino estão a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. O primeiro, realizado por meio da coleta de fezes, pode detectar frações pequenas de sangue difíceis de se visualizar a olho nu. O teste, entretanto, não determina nem a causa do problema, nem o local do sangramento. Já a colonoscopia é realizada pela introdução de um tubo flexível acoplado a uma câmera para examinar o intestino por dentro, e por isso é o exame capaz de remover os pólipos antes que se transformem em focos de câncer intestinal, e também é o exame capaz de diagnosticar o câncer no intestino em suas etapas mais precoces.

Rastreamento

A recomendação atual da SBCP é que pessoas sem histórico de câncer colorretal na família procurem o coloproctologista a partir dos 50 anos. Em breve, a SBCP também vai antecipar a recomendação para 45 anos. Se houver casos na família, esse acompanhamento deve ter início 10 anos antes da idade do diagnóstico familiar.


Dra. Carolina Vannucci Vasconcellos (CRM-CE: 11080 CRM-RN: 4611)
Especialidades:
Cirurgia Geral (REQ): 874
Coloproctologia (REQ): 875
Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia – SBCP
Mestra em Cirurgia geral pela Universidade Federal do Ceará – UFC
Preceptora do Programa em Residência Médica do Hospital Universitário Walter Cantídio – UFC



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